{"id":1492,"date":"2025-07-26T11:31:13","date_gmt":"2025-07-26T14:31:13","guid":{"rendered":"https:\/\/ibonitatis.com.br\/?p=1492"},"modified":"2025-07-26T11:31:15","modified_gmt":"2025-07-26T14:31:15","slug":"em-tempos-de-guerra-saiba-o-que-fazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ibonitatis.com.br\/?p=1492","title":{"rendered":"Em tempos de guerra: saiba o que fazer!"},"content":{"rendered":"\n<p>Ao longo dos s\u00e9culos, sabe-se como a humanidade teme as guerras, mesmo precisando enfrent\u00e1-las. Um fere, outro ser\u00e1 ferido. Homens e na\u00e7\u00f5es inteiras. Fome, pobreza, mis\u00e9ria, desentendimentos&#8230;tudo n\u00e3o passa de um cen\u00e1rio de terror. No fim, quem vencer\u00e1?\u00a0 Acredito que n\u00e3o haja algu\u00e9m \u2013 pelo instinto natural \u2013 que ao ouvir a palavra \u201cguerra\u201d n\u00e3o deixe de pensar: \u201co que fazer?\u201d, \u201cmas, e agora?\u201d, ou ainda, \u201ctudo est\u00e1 perdido\u201d. Quantas n\u00e3o s\u00e3o as vezes em que nos emocionamos e nos compadecemos ao imaginar a dor da perda de muitas fam\u00edlias? A perda da vida de cada na\u00e7\u00e3o? Incont\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, <strong><u>h\u00e1 algo muito mais tem\u00edvel<\/u><\/strong>, muito mais importante do que essas guerras mundiais. Se h\u00e1 algu\u00e9m que est\u00e1 lendo essas linhas e pensando que me refiro ao <strong><u>Ir\u00e3 e Israel<\/u><\/strong>, ou ainda, que trato sobre a <strong><u>R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia<\/u><\/strong>, est\u00e1 muito enganado. Reitero: h\u00e1 algo de maior urg\u00eancia e import\u00e2ncia do que qualquer guerra mundial \u2013 a guerra a qual nossa alma deve travar (e isso n\u00e3o \u00e9, de forma alguma, exagero).<\/p>\n\n\n\n<p>A alma humana, alma imortal, passa por essa guerra espiritual, uma vez que a vida \u00e9 um campo de batalha onde travamos as lutas e buscamos determinar a nossa eternidade. \u00c9 aqui na vida em que somos chamados a lutar diariamente e, atrav\u00e9s dessas lutas, seguir ao destino eterno da consequ\u00eancia de cada uma delas. Est\u00e1 se perguntando quais s\u00e3o as guerras? O vento frio a enfrentar pelas manh\u00e3s, o sol t\u00f3rrido e impiedoso a suportar&#8230;, mas tamb\u00e9m, n\u00e3o se esque\u00e7a, <strong><u>a vontade a educar<\/u><\/strong> \u2013 e essa \u00e9 a mais importante delas.<\/p>\n\n\n\n<p>Educar a vontade \u00e9 <strong><u>um trabalho de uma vida inteira<\/u><\/strong>: saber dizer um bom \u201csim\u201d ou \u201cn\u00e3o\u201d a ela \u00e9 um pr\u00e9lio e tanto. Veja que, por exemplo, para construir uma bel\u00edssima torre, pr\u00e9dio, castelo ou igreja, foram necess\u00e1rios muitos anos, talvez dezenas e centenas, mas n\u00f3s queremos forjar a vontade em um \u00fanico dia? Negar os princ\u00edpios, desistir de algo da pr\u00f3pria convic\u00e7\u00e3o, apenas porque isso \u00e9 mais confort\u00e1vel \u2013 mais f\u00e1cil para a vontade \u2013 \u00e9 pr\u00f3prio de um catavento: n\u00e3o tem dire\u00e7\u00e3o fixa, n\u00e3o tem base s\u00f3lida. Vou perder a <em>guerra da minha vida<\/em> porque \u00e9 mais f\u00e1cil e confort\u00e1vel ser um <em>catavento<\/em>? \u201c<em>Sim<\/em>\u201d, alguns ousados (ou loucos) diriam, pois, para eles, \u201c<em>a vida \u00e9 s\u00f3 hoje \u2013 \u2018carpe diem\u2019!<\/em>\u201d. Ah, cataventos&#8230;esquecem-se de que, quando o \u201choje\u201d chegar ao fim, deparar-se-\u00e3o com o destino da eternidade: a consequ\u00eancia do \u201choje\u201d que escolhi viver. <strong><u>Magn\u00edfico resultado da eternidade ser\u00e1 a sua vontade educada<\/u><\/strong>. Como nos ensina Monsenhor Tihamer Toth:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cUma imensa responsabilidade pesa sobre mim: um s\u00e9rio dever tem a minha vida. Em minha alma s\u00e3o depositados os g\u00e9rmens do futuro, eu tenho de aquec\u00ea-los com o escrupuloso cumprimento do dever e com uma vida ideal, devo cuidar dela, devo garantir que se abra uma flor maravilhosa que dignamente possa lan\u00e7ar a sua fragr\u00e2ncia por toda a eternidade ante o trono de Deus eterno.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Comparar, pois, a educa\u00e7\u00e3o da vontade com as guerras mundiais \u00e9 um exagero? Ainda insiste nisso? Ah, veja: como pode ser exagero se o que est\u00e1 em jogo \u00e9 o destino da alma? Est\u00e1 em jogo o valor da eternidade. Nas guerras mundiais tememos perder o corpo; nas guerras espirituais n\u00e3o tememos perder a alma? <strong><u>Nas guerras mundiais podemos perder o tempo; nas espirituais, a eternidade.<\/u><\/strong> Ainda o mesmo Mons. Toth nos ensina:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cN\u00e3o h\u00e1 arte mais fina no mundo do que cultivar a alma; porque nenhum escultor molda t\u00e3o nobre m\u00e1rmore e bronze t\u00e3o valioso quanto o precioso tesouro que temos para moldar: a alma.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, <strong><u>n\u00e3o viva uma vida de caricatura<\/u><\/strong>. Lembre-se de que a grande guerra de sua vida acontece desde o dia em que nasceu e o resultado dela ser\u00e1 t\u00e3o \u201cbomb\u00e1stico\u201d quanto qualquer arma nuclear: o pr\u00eamio (ou o castigo) da eternidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo dos s\u00e9culos, sabe-se como a humanidade teme as guerras, mesmo precisando enfrent\u00e1-las. Um fere, outro ser\u00e1 ferido. Homens e na\u00e7\u00f5es inteiras. Fome, pobreza, mis\u00e9ria, desentendimentos&#8230;tudo n\u00e3o passa de um cen\u00e1rio de terror. 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