{"id":340,"date":"2024-04-06T00:00:20","date_gmt":"2024-04-06T03:00:20","guid":{"rendered":"http:\/\/ibonitatis.local\/?p=340"},"modified":"2024-06-28T09:57:22","modified_gmt":"2024-06-28T12:57:22","slug":"educacao-dos-filhos-nao-consistente-para-formacao-da-obediencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ibonitatis.com.br\/?p=340","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o dos filhos: \u201cn\u00e3o\u201d consistente para forma\u00e7\u00e3o da obedi\u00eancia."},"content":{"rendered":"\n<p>Conscientes, ou n\u00e3o, n\u00f3s, a todo o tempo, comunicamos algo, e essa comunica\u00e7\u00e3o, nem sempre se d\u00e1 de maneira verbal, a isso chamamos de linguagem n\u00e3o verbal. A linguagem n\u00e3o verbal \u00e9 expressa pelo nosso corpo \u2013 postura, comportamento, pela nossa express\u00e3o facial, entona\u00e7\u00e3o de voz e at\u00e9 mesmo pelo nosso sil\u00eancio, o qual tamb\u00e9m comunica algo. Em uma situa\u00e7\u00e3o de fala, a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o verbal, expressa pelo falante, pode nos transmitir maior mensagem do que a comunica\u00e7\u00e3o verbal, ou seja, do que propriamente est\u00e1 sendo dito oralmente. Sthephen Jaeger, no livro \u201cA inveja dos anjos\u201d, discorre ainda que o corpo \u00e9 o reflexo da alma.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Pois bem, precisamos entender o conceito descrito acima para educarmos os nossos filhos com consist\u00eancia, const\u00e2ncia e verdade. A cada ordem dada, orienta\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o, devemos intencionalmente estarmos preocupados se, a minha comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o verbal est\u00e1 coerente com a minha comunica\u00e7\u00e3o verbal e, ainda mais, se a minha comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o verbal est\u00e1 refor\u00e7ando a minha fala, ou se ela est\u00e1 diminuindo o valor dela ao ponto da crian\u00e7a j\u00e1 nem mais se importar com aquilo que eu digo. Explico-me.<\/p>\n\n\n\n<p><br>H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que as crian\u00e7as parecem n\u00e3o ouvirem o que os pais dizem. J\u00e1 n\u00e3o se importam com repreens\u00e3o, n\u00e3o p\u00e1ram quando pedem para parar, n\u00e3o obedecem logo que \u00e9 dada a ordem, tornando qualquer passeio exaustivo e o dia \u2013 a \u2013 dia realmente estressante. Tal comportamento da crian\u00e7a adv\u00e9m, dentre outras poss\u00edveis causas, de uma m\u00e1 atitude dos pais que desvalorizaram o seu pr\u00f3prio n\u00e3o, empregando-o de maneira inconsistente diante de uma mesma situa\u00e7\u00e3o, por repetidas vezes, durante todos os dias da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Por exemplo, um pai\/m\u00e3e pede para o filho n\u00e3o subir naquela determinada cadeira, hoje ele repreende e a faz descer, no outro dia, est\u00e1 muito cansado e n\u00e3o quer se indispor com a crian\u00e7a, at\u00e9 pede para que ela des\u00e7a, mas permanecendo a crian\u00e7a na cadeira, n\u00e3o se disp\u00f5e a retira-la e ali a crian\u00e7a permanece. Por mais que a linguagem verbal do pai diz: \u201cn\u00e3o\u201d, a linguagem n\u00e3o verbal comunica a crian\u00e7a que ela pode permanecer ali, uma vez que o pai continuou com os seus afazeres, n\u00e3o se importando com a afronta da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Isso al\u00e9m de levar a crian\u00e7a a n\u00e3o obedecer \u00e0s ordens dos pais, porque ela aprendeu que nem sempre ela precisa obedecer ao n\u00e3o dito pelo pai, essa atitude conduz a crian\u00e7a a agir contra a sua pr\u00f3pria consci\u00eancia, ou seja, ela sabe que n\u00e3o pode subir, mas mesmo assim subiu e n\u00e3o obteve nenhuma corre\u00e7\u00e3o ou puni\u00e7\u00e3o, ou seja, transmite \u00e0 crian\u00e7a a mensagem que n\u00e3o h\u00e1 mal nenhum em agir contra a sua pr\u00f3pria consci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Veja a import\u00e2ncia de cuidarmos n\u00e3o somente do que dizemos \u00e0s nossas crian\u00e7as, mas tamb\u00e9m do que transmitimos a elas por meio das nossas condutas, e n\u00e3o me refiro aqui a sermos&nbsp;bons exemplos para os nossos filhos, mas em termos as melhores tomadas de decis\u00f5es para a sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Ainda nesse tema, gostaria de elencar uma \u00faltima situa\u00e7\u00e3o a qual devemos nos atentar: a intensidade com que corrigimos os nossos filhos deve ser proporcional ao que est\u00e1 sendo corrigido. Se corrijo o meu filho que me esbofeteou da mesma maneira quando ele deixa cair algo, por exemplo, n\u00e3o transmito para ele a mensagem de que bofetear seu pai \u00e9 algo grav\u00edssimo, ainda mais se comparado ao erro de derrubar algo. O problema \u00e9 que nos deixamos agir pelos nossos instintos de ira e a nossa corre\u00e7\u00e3o adv\u00e9m, n\u00e3o de uma atitude ponderada, pensada, arquitetada para a boa educa\u00e7\u00e3o dos nossos filhos, como deve ser, mas do mais baixo instinto.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Procuremos, pois, sermos mais virtuosos, estudiosos sobre educa\u00e7\u00e3o e agirmos de forma pensada, n\u00e3o acomodada ou instintiva. Lancemo-nos nos esfor\u00e7os para bem educarmos os nossos filhos, para que o nosso n\u00e3o seja consistente, constante e verdadeiro, assim como a Sagrada Escritura nos ensina:&nbsp;<em>\u201cDizei somente: Sim, se \u00e9 sim; n\u00e3o, se \u00e9 n\u00e3o\u201d (Mt 5, 37).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><br>Tomemos cuidado para n\u00e3o corrigirmos algo que n\u00e3o teremos condi\u00e7\u00f5es em manter no momento. Melhor permitir a repreender, mas n\u00e3o conseguir manter at\u00e9 o final. Sejamos perseverantes no nosso n\u00e3o e isso forjar\u00e1 a nossa vontade e a da crian\u00e7a, formando em n\u00f3s uma vontade forte e decidida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conscientes, ou n\u00e3o, n\u00f3s, a todo o tempo, comunicamos algo, e essa comunica\u00e7\u00e3o, nem sempre se d\u00e1 de maneira verbal, a isso chamamos de linguagem n\u00e3o verbal. 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