{"id":736,"date":"2024-08-10T11:00:11","date_gmt":"2024-08-10T14:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/ibonitatis.com.br\/?p=736"},"modified":"2024-08-10T11:00:12","modified_gmt":"2024-08-10T14:00:12","slug":"lembrancas-de-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ibonitatis.com.br\/?p=736","title":{"rendered":"Lembran\u00e7as de amor"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cO Reino dos C\u00e9us \u00e9 arrebatado \u00e0 for\u00e7a e s\u00e3o os violentos que o conquistam. \u201d Mt 11,12<\/p>\n\n\n\n<p>Na juventude participei de um grupo de jovens que tomou esse vers\u00edculo como fonte de inspira\u00e7\u00e3o e vigor. Os jovens falavam com bravura \u201csomos os violentos&#8221; na caridade, na f\u00e9 e na castidade (1 Tm 4,12). \u00c9poca muito boa, diria at\u00e9 prof\u00e9tica! Essas palavras ajudaram e prepararam esses jovens para as grandes lutas da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, ser cat\u00f3lico exige viol\u00eancia! Somos a igreja militante que todos os dias combate contra o dem\u00f4nio, contra o mundo e principalmente, sobretudo, contra si mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ser fiel ao Amado \u00e9 necess\u00e1rio segui-lo e seus passos indubitavelmente nos levam ao calv\u00e1rio. O calv\u00e1rio \u00e9 o lugar da viol\u00eancia no Amor. Amar consiste em ren\u00fancia da pr\u00f3pria vontade, amar significa dar de si mesmo, amar \u00e9 morrer para que o outro tenha Vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem nunca se deparou com essa realidade?<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do cansa\u00e7o, do sono, das enfermidades, das injusti\u00e7as, das in\u00fameras tenta\u00e7\u00f5es&#8230; Somos chamados a ferir a nossa carne, como o pelicano, para fazer o bem, dar o melhor a Deus e ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>E quanto \u00e9 dif\u00edcil ferir a pr\u00f3pria carne! D\u00f3i, sangra, marca profundamente, deixa cicatriz.<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7a com as pequenas e frequentes mortifica\u00e7\u00f5es do dia a dia como, por exemplo, limpar a sujeira que outra pessoa deixou, interromper ou atrasar a refei\u00e7\u00e3o para socorrer algu\u00e9m, deixar de dormir ou de passear para ser fiel a vida de ora\u00e7\u00e3o, perdoar uma ofensa, etc. Sendo fiel nas pequenas mortifica\u00e7\u00f5es chegaremos \u00e0s grandes que nos levar\u00e3o ao \u00e1pice da paix\u00e3o, o alto da cruz, onde deve se dar tudo, o Isaac que tanto amamos (Gn 22,2).\u00a0 \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que essa hist\u00f3ria pode ajudar na reflex\u00e3o: \u201cExiste, em um pa\u00eds, uma ponte p\u00eansil. S\u00e3o aquelas pontes que se levantam para que os navios possam passar. Ao lado do rio, passava tamb\u00e9m, debaixo da ponte, uma estrada de ferro. Perto da ponte, havia um farol. Se o farol estava verde, era sinal que o trem podia passar. Havia sempre um operador de plant\u00e3o na ponte, para acionar as pesadas m\u00e1quinas e levant\u00e1-la. Um dia, o operador levou para o servi\u00e7o o seu filhinho de seis anos. O menino ficou brincando com uma bola, enquanto o pai trabalhava. De repente, apareceu no horizonte um trem. O operador deu o sinal verde. Mas, quando foi ligar as m\u00e1quinas, viu o filho l\u00e1 embaixo, entre as engrenagens, atr\u00e1s de sua bola que havia ca\u00eddo. Gritar n\u00e3o dava mais. Neste momento, em um instante, o pai tinha de decidir: Se ligasse as m\u00e1quinas, o menino na certa morreria esmagado pelas engrenagens. Se n\u00e3o ligasse, o trem se chocaria com a ponte, matando grande n\u00famero de passageiros. Ent\u00e3o, com o cora\u00e7\u00e3o cheio de dor, ele ligou a chave. Mesmo nessa ang\u00fastia, em meio as l\u00e1grimas, respondeu ao aceno do maquinista, como fazia sempre. \u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Quando escutei essa hist\u00f3ria comovente foi para explicar a atitude de Deus Pai ao sacrificar seu filho Jesus para nossa salva\u00e7\u00e3o mas penso que tamb\u00e9m pode representar a nossa decis\u00e3o di\u00e1ria em aceitar sacrificar a n\u00f3s mesmos por amor a Deus e por amor a todo corpo m\u00edstico de Cristo, a Igreja, nossos irm\u00e3os. Esse operador feriu a si mesmo, com grande viol\u00eancia, antes de sacrificar o pr\u00f3prio filho.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa milit\u00e2ncia at\u00e9 o c\u00e9u deixar\u00e1 em n\u00f3s muitas feridas, marcas de amor que n\u00e3o se apagar\u00e3o. Cada cicatriz certamente ser\u00e1 uma inspira\u00e7\u00e3o para darmos novos passos, com mais prontid\u00e3o, com mais viol\u00eancia no amor.<\/p>\n\n\n\n<p>Como Jesus ressuscitado mostrou as marcas de sua paix\u00e3o n\u00f3s tamb\u00e9m somos convidados a mostrarmos as nossas lembran\u00e7as de amor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c&#8230;por toda parte e sempre, levamos em n\u00f3s mesmos os sofrimentos mortais de Jesus, para que tamb\u00e9m a vida de Jesus seja manifestada em nossos corpos. \u201d 2 Cor 4,10<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO Reino dos C\u00e9us \u00e9 arrebatado \u00e0 for\u00e7a e s\u00e3o os violentos que o conquistam. \u201d Mt 11,12 Na juventude participei de um grupo de jovens que tomou esse vers\u00edculo como fonte de inspira\u00e7\u00e3o e vigor. 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